Flight Report: Voando para Miami na Classe Executiva da Latam

Alguns meses atrás, em uma consulta despretenciosa na internet, vi que iriam acontecer dois shows que eu gostaria assistir, em datas próximas e na mesma cidade. Negociei no trabalho uma semana de folga, e o próximo destino já estava traçado: Las Vegas!



Logo comecei a busca de passagens, priorizando Azul e LATAM por oferecerem voos diretos de Belém para a Flórida, o que me permitiria ganhar um pouco de tempo, já que não tinha tanta margem pra "queimar". Ambas estavam com preço similar para as mesmas datas, mas o voo da Azul implicaria em um pernoite obrigatório em Fort Lauderdale na ida, já que chega na Flórida aproximadamente 20h30 e restam poucas opções de conexão para o mesmo dia. Em contrapartida, o voo da LATAM pousaria em Miami pouco depois das 10h da manhã, me dando o resto do dia inteiro para arrumar alguma conexão para Vegas. No voo da volta, as duas mais uma vez se assemelham, saindo da Flórida à noite e chegando em Belém durante a madrugada, não faria tanta diferença assim. Itinerário fechado, ida e volta no voo direto da Latam, uma semana aproveitando o melhor do deserto americano.

Aproveitando que o voo seria realizado pelo Boeing 767-300ER, resolvi emitir ida e volta na classe executiva e já chegar descansado na terra do Tio Sam, já que o voo decolaria de madrugada e eu não dormiria muito antes do voo. Como voaria em classe diferente nos trechos domésticos, tive que emitir os bilhetes em compras distintas. Com a Latam emiti o BEL-MIA-BEL, e com a American o MIA-DFW-LAS-LAX-MIA. A parada em Dallas na ida foi estratégica, pousaria um pouco depois do voo direto para Vegas, mas em compensação voaria no 777-300ER, que ainda não tinha sido riscado da minha lista de aeronaves a serem voadas antes de morrer. Passagens e ingressos comprados, só restava esperar o dia da viagem.

Cerca de uma semana antes do meu embarque, o furacão Dorian começou a ganhar força e seguiu rumo à Flórida e Bahamas, o que antes era uma tempestade subiu rapidamente para um furacão de categoria 5. Recebi um email da American alertando sobre possíveis atrasos e cancelamentos, além de oferecer remarcação de passagem sem custo. Fiquei bastante preocupado, uma vez que as previsões iniciais eram de que o furacão entraria na Flórida por Miami, justamente na véspera do voo. Caso isso ocorresse, provavelmente meu voo seria cancelado e o restante da viagem comprometido.


Durante esses sete dias que antecederam a viagem, virei quase um especialista em furacão, acompanhando todas as previsões de diversas agências diferentes. Gradualmente, o furacão Dorian foi desviando sua trajetória mais para o norte dos Estados Unidos, principalmente após atingir as Bahamas, e já não tocaria solo no sul da Flórida. Na véspera da viagem, as operações de todos os aeroportos na região de Miami estavam mantidas e o meu voo, portanto, confirmado!

Cerca de 24h antes da decolagem fiz o meu check-in pelo app da LATAM, que talvez por alguma instabilidade de sistema, estava cheio de bugs. Não sei por qual motivo, meu cartão de embarque apareceu com assento de classe executiva (diferente do que havia marcado) e dizendo que era classe econômica, preferi deixar pra resolver no aeroporto quando chegasse.



O voo sairia apenas 05h20 da manhã, portanto teria que chegar no aeroporto por volta de 02h30. Entretanto, o medo de dormir em casa e perder o voo foi maior. Saí de casa 01h30 da manhã, chegando no terminal de passageiros de Val de Cans 15 minutos depois.





Já que o check-in pro voo estava aberto, resolvi me livrar de peso e me livrar da mala logo. Me apresentei pro atendente da Latam, que verificou minha documentação, fez algumas perguntas de segurança e me encaminhou para a fila da classe executiva. Nesse horário poucas passageiros estavam fazendo check-in, e 8 balcões atendendo voos domésticos e o internacional. Não passei nem 5 minutos na fila e fui logo chamado para ser atendido.




Expliquei pro atendente toda os bugs que aconteceram no app ao tentar fazer o check-in, e solicitei para ser realocado novamente para o assento que marquei, 4A. Atendente extremamente solicito, só confirmou o endereço que ficaria nos EUA e após etiquetar minha bagagem, entregou o bilhete com a alteração de assento.



Infelizmente, como a LATAM não possui parceria com nenhuma das duas Sala VIP 's em Belém, resolvi aguardar no terraço panorâmico o horário do voo, já que me restavam aproximadamente 2 horas até o embarque. Fiz uma tentativa em vão de tirar foto do avião que me levaria até Miami, o Boeing 767-300ER PT-MOE de apenas 6 anos de idade.

Às 03h15, me dirigi ao embarque internacional, que ainda estava fechado.  Eu e mais alguns passageiros esperamos por menos de 10 minutos, quando fomos autorizados a entrar na modesta sala de embarque do aeroporto.




Resolvi consultar os preços do Duty Free da espanhola Aldeasa para saber o que valeria a pena comprar na volta, mas não sei por qual motivo, destinam uma boa parcela do pequeno espaço da loja para a venda de cigarros, oferecendo pouca variedade de perfumes, chocolates e bebidas alcoólicas.



Às 4h40 da matina, foi iniciado o embarque seguindo a ordem que já conhecemos: Prioridade por lei, Classe Executiva e membros do Fidelidade, seguidos dos demais grupos da econômica. Me apressei para entrar na fila e tentar fazer algumas fotos da cabine sem passageiros, documento e cartão de embarque conferidos, era hora de voar! Fui recebido pela chefe de cabine, que também seria a comissária a me atender durante o voo, e logo me dirigi ao meu assento que já tinha uma garrafinha de água esperando.





Após todos os passageiros se acomodarem, foram oferecidos Welcome Drinks, com duas opções: Água e Suco de Laranja. Aceitei o suco e fiquei aguardando o fim do embarque, enquanto conferia os itens do Amenity Kit. Dentro do kit: Caneta, Protetor Auricular, meia, Produtos L'Occitane ( Creme para as mãos, Lenço umedecido e manteiga de cacau), tapa olho, escova e pasta de dente. Além disso, foi oferecido um fone de ouvido para ser usado durante o voo.






Portas fechadas, pushback iniciado pontualmente às 05h17 no portão 06. Inspeção de cabine realizada pelos comissários, e 10 minutos depois estávamos decolando na pista 06. Conforme subíamos, era possível ver o nascer do sol pintando o céu de laranja, com um daqueles visuais que só a aviação é capaz de proporcionar.




Depois da decolagem preparei minha cama para tomar o café da manhã e dormir um pouco em seguida. A comissária se ofereceu para fazer isso por mim, mas preferi fazer por conta própria mesmo. Enquanto esperava, dei uma olhada no Menu e vi que seria servido omelete no café da manhã, como única opção. Penso que deveriam oferecer uma opção alternativa, tendo em vista que omelete pode não ser o prato favorito de muita gente. Aproveitei também pra explorar o entretenimento oferecido pela Latam, que possuía muitas opções de filmes, séries e documentários. Para minha surpresa, o café da manhã foi servido já nos novos padrões da Latam, anunciados juntamente com o retrofit da cabine das aeronaves.






Encerrado o café da manhã, fui no banheiro escovar os dentes e assisti um episódio de série antes de cair no sono. A poltrona na posição cama fica confortável, mas acho um pouco estreita. Eu sou bastante magro, então não tive problemas, mas talvez alguém mais largo tenha certa dificuldade. Dormi pesado depois de uma noite sem dormir, acordei cerca de 45 minutos antes do pouso, ainda a tempo de aproveitar alguns frios oferecidos aos passageiros acordados.



Por volta de 10h, iniciamos descida para Miami. Pratos e talheres recolhidos pelos comissários e aviso de atar cintos ligado. Fizemos uma descida suave e aproximação direta para a pista 26L, passando por cima de Miami Beach, e tocando solo poucos minutos depois. Taxiamos até o terminal J, onde a Latam opera, e logo fomos liberados para desembarcar pelo portão J15






Segui pelos belos corredores do terminal até chegar na imigração, onde uma fila se formava. Aparentemente poucos voos chegando naquele horário, cerca de 10 minutos de espera e já fui liberado para pegar a mala.




Minha mala foi uma das primeiras a sair, entre o pouso e sair no saguão, não demorei 30 minutos. Daí em diante me restavam algumas horas de espera até o próximo voo, mas a experiência de voar na executiva da Latam foi surpreendentemente positiva para mim. A chefe de cabine Simone, que me atendeu durante todo o voo, demonstrou uma simpatia que há anos não via na empresa. No final das contas, valeu a pena ter escolhido Latam para minha viagem aos EUA, principalmente pela comodidade de voar Executiva saindo direto de casa para Miami, sem qualquer backtrack para chegar no destino.


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