Azul inicia os voos entre Belém e Fort Lauderdale!

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     Hoje (10), foi um dia de muita comemoração no Aeroporto Internacional de Belém ao receber as novas operações da Azul Linhas Aéreas para os Estados Unidos. Conforme anunciamos aqui no site em Agosto deste ano, a partir de hoje a Azul começa a pôr em prática um arrojado plano de expansão e investimentos na capital paraense que servirá de ponto de conexão para passageiros da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Vários novos voos começaram a ser operados hoje, com destaque para as ligações inéditas entre Belém e Fort Lauderdale e Belém-Cuiabá.
     Os voos de Belém para Fort Lauderdale acontecerão todas as Segundas, Quartas, Sextas e Domingos, decolando sempre 13h40 e operados pelo A320neo com capacidade para 174 passageiros. As aeronaves contam com o sistema de Streaming para entretenimento dos passageiros, que em breve deve ser complementado com TV's individuais.
     Antes da decolagem do primeiro voo para Fort Lauderdale, houve uma cerimônia de comemoração que contou com a presença de diversas autoridades locais, além da diretoria da Azul Linhas Aéreas. Diante do relato da Surinam Airways publicado aqui no site, e as constantes reclamações da Latam, a Azul apresenta-se como uma excelente opção para os passageiros que desejam chegar aos Estados Unidos.

Voando de Belém à Miami na Surinam Airways

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Dessa vez o UZ7 traz mais um Flight Report para quem voa a partir do aeroporto internacional de Belém. Embarcamos para uma jornada até os Estados Unidos a bordo da companhia aérea de bandeira do Suriname, a Surinam Airways.

A companhia, criada em 1955 para ligar as cidades da então colônia da Holanda, expandiu-se mais ainda a partir da independência do Suriname em 1975. Hoje ainda é totalmente controlada pelo Estado, e dispõe de uma frota de 4 aeronaves, sendo 3 Boeing 737-300, que servem cidades no Caribe, Brasil e Estados Unidos e um Airbus A340-300 para a sua rota entre o país e Amsterdam, capital da Holanda.

Os bilhetes da Surinam Airways para voos partindo de e com destino à Belém não podem ser adquiridos pelo website da companhia, e devem ser comprados por agências de viagens ou no próprio balcão da cia. no aeroporto. Ao perguntar o motivo de tal medida, a cia. argumentou que o sistema ainda não faz essa integração, sem maiores detalhes. Vale ressaltar que a Surinam dispõe de apenas um funcionário (aparentemente) próprio da cia na sua base em Belém, sendo os demais terceirizados pela Dnata. Logo, as passagens foram adquiridas por meio de agentes de viagem da capital paraense, custando em torno de R$1000 a R$1200 ida e volta em classe econômica, definitivamente no momento a mais barata opção de voo entre o Brasil e os Estados Unidos para a alta temporada. Em vista à essa falta de integração, os serviços de check-in online e marcação de assentos não puderam ser feitos e não estão disponíveis para os clientes com partida e chegada na capital paraense.


Voo: PY 9920 (Belém-Caiena-Paramaribo)
Hora prevista de decolagem BEL: 05:50 (GMT -3)
Hora prevista de pouso em PBM: 08:40 (GMT -3)
Aeronave: PZ-TCO
Assento 19A

Saguão do aeroporto de Belém naquela madrugada

Sabendo que não teria os assentos marcados, cheguei por volta de 02:50 da manhã no aeroporto para realizar o check-in, despachar as malas e ver se conseguiria marcar algum assento de minha preferência, na janela. Por estar viajando sozinho prefiro estes assentos pois existe maior "privacidade" e maior conforto caso eu prefira dormir. A aeronave a realizar o voo naquele dia era a de matrícula PZ-TCO, com 20 anos de trabalhos iniciados na LOT (companhia de bandeira polonesa) em 1997, começando a operar pela Surinam Airways no verão de 2009. Comparativamente à maioria dos Boeings 737-300 no mercado, este poderia ser considerado novo. Entretanto, devido ao fim de contrato de leasing das aeronaves narrow, a Surinam pretende trocar os atuais série -300 por aeronaves da série -700, a partir de 2018.

Voltando ao nosso reporte, ao chegar no balcão de check-in da Surinam Airways em Belém uma funcionária da Dnata direcionava os passageiros em duas filas distintas: O que seguiriam somente no voo PY9920 para Caiena ou Paramaribo e outra fila para os passageiros em conexão para outros destinos, como entrei na segunda fila a minha bagagem foi logo adesivada com uma "tag" de conexão, e posteriormente fui solicitado para aguardar no canto pois seria chamado.

Ao chegar junto ao funcionário, o mesmo já me informa que o voo sofreria um atraso de, pelo menos, duas horas. Segundo ele, a pista do aeroporto de Belém estaria com problemas e então a aeronave não poderia pousar no momento. De imediato o questionei de o porquê naquele exato momento nenhum outro voo estar sofrendo atraso na saída e chegada já que o problema era na estrutura do aeroporto. Logo em seguida ele mudou o argumento, afirmando que não tinham recebido ainda a informação exata sobre este atraso.

Com o embarque remarcado para as 06:10 e saída para às 07:10, pelo horário no momento (3 da manhã) decidi retornar à minha casa. A partir de então começaria uma certa apreensão, pois havia bilhetes comprados separadamente pela Delta Airlines com saída de Miami às 20:30, o voo estaria previsto para chegar nos Estados Unidos por volta de 16:00, até então essas duas horas de atraso me colocariam no limite para conseguir pegar o próximo voo.

Retornei ao aeroporto por volta de 05:50, crente de que já me posicionaria à sala de embarque. Mas ao consultar a tela de voos no aeroporto, vi que o novo horário de chegada do voo, que viria de Paramaribo com escala em Caiena, era às 07:55. Logo vi que não faria sentido embarcar naquele momento, pois a aeronave sairia no mínimo 08:40 de Belém, acumulando já um atraso de 3 horas em relação ao previsto.

Ciente dos meus direitos como passageiro, me direcionei novamente ao balcão de check-in para perguntar ao mesmo funcionário da Dnata se eles já haviam recebido alguma informação sobre o atraso. A única coisa que ouvi é que houve um atraso em Georgetown, capital da Guiana, o que acarretou em um efeito dominó no restante dos voos da malha da empresa. Percebi a "esperteza" da empresa diante da incerteza do horário de partida em direcionar os passageiros para embarque às 06 da manhã. Caso o voo atrase por 4 horas ou mais, o passageiro tem o direito de escolher qualquer outro voo, de qualquer companhia de sua preferência para chegar ao destino final, e uma vez que o passageiro passa pela sala de embarque, ele perde esse "direito" sendo assim obrigado a aguardar pelo voo. Diante disso, optei por não embarcar, e recebi um voucher de alimentação de uma das lanchonetes presentes na Praça de Alimentação do aeroporto.

Finalmente em solo
E assim foi: Depois de horas de espera e sem nenhuma informação precisa, a aeronave pousou em solo paraense 08:30 da manhã, e contando com um turn-around de aproximadamente uma hora, uma possível decolagem por volta de 09:40 já me colocaria no direito de escolher qualquer outro voo de companhia aérea de meu critério para chegar à Miami. Sem dúvidas nesse ponto a minha confiança na companhia aérea e, principalmente no que diziam os funcionários que para ela trabalhavam era 0, mas mesmo assim fui assegurado de que a aeronave sairia dentro do limite de 4h. Soou cômico o quanto a funcionária estava otimista em relação a isso, foi uma boa forma de lidar com o estresse que já fazia parte de todos ali presentes para o voo.

O aeroporto de Belém conta com poucos balcões da Polícia Federal para imigração, o que fez com que a espera na fila para aquela centena de passageiros fosse extremamente longa. Já passou da hora do aeroporto ser mais produtivo e adotar sistemas de embarque e verificação de passaportes eletrônicos para brasileiros, além da modernização e maior controle nas inspeções de segurança.

Não tive tempo para sentar no embarque ou conhecer o freeshop do aeroporto, pois a demora na fila já havia me colocado no limite para embarcar no voo. Os funcionários da Surinam também acompanhavam todos na sala de embarque não deixando margem para novos atrasos. Acomodei-me em meu assento às 09:10. O perfil de passageiros no voo era variado, mas basicamente composto de brasileiros que possuíam algum vínculo com o Suriname, sejam familiares ou a trabalho. Havia apenas um grupo de brasileiros do sul que ia ao país para pescar, e fora eu outra família também seguiria para Miami.

Embarque completo e aeronave quase cheia
A aeronave em si já dava seus sinais da idade devido à pouca conservação. Assentos rasgados e cortinas das janelas totalmente quebradas ajudavam na impressão, aparentemente as aeronaves da companhia possuem alta rotatividade, ou apenas não existe atenção por parte da manutenção nestes aspectos. De toda forma, a tripulação nos recepcionou sem grandes gentilezas, com um pedido de desculpas roteirizado que foi dito antes do pushback. A mesma era composta por 4 comissários, sendo que um destes estava claramente em treinamento. Acredito que pela falta de estrutura da companhia aérea ou mesmo de não existirem centros no Suriname, o treinamento da tripulação seja feito in loco nos voos da companhia. Todos, sem dúvidas, falavam Holandes e Ingles, e um dos tripulantes conseguia se comunicar em Portugues também.

O espaço entre os assentos era relativamente ok para quem tem uma altura média [por volta de 1,75m] e o encosto pode ser comparável ao que a LATAM utiliza na maioria de seus A320 hoje, ou seja, para uma jornada longa -ainda mais com o atraso-, dificilmente seria possível descansar, mas nenhum elemento surpresa para um assento de classe econômica. Como entretenimento de voo apenas uma revista da companhia com reportagens sobre o Suriname e algumas outras matérias (sobre porque o dólar é importante, por exemplo). Nessas jornadas é recomendado trazer sua própria fonte de entretenimento, assim como um carregador portátil pois não existiam tomadas ou portas USB na aeronave.

Safety Card
Bom espaço para joelhos
Com todos os passageiros embarcados [aeronave com quase todos os 118 assentos na classe econômica ocupados e apenas um dos 8 assentos ocupado na executiva], pontualmente as 09:30 iniciamos o pushback. A essa altura a interdição na pista 06, mencionada pelo funcionário naquela madrugada, estava em vigor como previsto em NOTAM publicado. Interdição esta que não afeta em forma alguma o voo da Surinam, se operado em seus horários normais. Portanto, a decolagem desta vez ocorreria pela pista auxiliar 02/24, com 1,830 metros.

Visão da fileira 19, já no pushback
Rapidamente já estávamos alinhados na pista, e as 09:38 a aeronave deixou o solo paraense, com uma leve curva à esquerda na proa de Caiena em um voo que duraria apenas uma hora e quinze minutos. 

Overview do aeroporto de Belém naquela manhã
Decolagem exatamente na interseção da pista 06
Arredores de Belém
Após nivelarmos nossa altitude, iniciou-se o serviço de bordo. O mesmo era composto de um pão simples com meia fatia de queijo prato e como bebidas sucos, água e refrigerantes. Curiosamente, ao invés de servir em copos, na Surinam os refrigerantes pertencentes a marca Coca-Cola eram servidos em garrafas de 600ml para os que os pediam, também havia a opção de experimentar o refrigerante local, chamado Fernandes. 

Céu típico de regiões tropicais. Muitas formações
 Acabei por pedir um suco de maçã, e rapidamente após o serviço os comissários passaram recolhendo os guardanapos e embalagens, iniciando assim nossa descida para a primeira etapa as 10:28. Exatos 18 minutos depois tocávamos o solo do aeroporto francês Félix Eboué, em Cayenne.

Serviço de bordo para o BEL-CAY
Aproximação em CAY em meio à floresta
Suave toque na pista 08

Ao acoplarmos no finger, o comissário e chefe de cabine solicitou que todos os passageiros fiquem atentos aos seus pertences, pois uma revista de segurança seria feita pelas autoridades francesas e quaisquer bagagens de mão não identificadas seriam retiradas da aeronave. 11 passageiros desembarcaram em Caiena, e após a verificação dos pertences -a checagem restringe-se apenas a perguntar em cada fileira se tais bagagens pertenciam aos passageiros sentados nas mesmas- o restante dos passageiros embarcou, lotando a aeronave novamente rumo ao Suriname. Às 11:47 o nosso 737-300 dava seu pushback rumo a mais uma etapa até Paramaribo. Após taxi e back-track na pista, 11:55 potência total e 40 segundos depois deixamos o território francês. 

Overview do aeroporto de CAY após pushback. Boa estrutura
Sobrevoando Cayenne após a decolagem
O voo nesta etapa seria de apenas 40 minutos e não haveria serviço de bordo. Ao atingirmos voo de cruzeiro, apertei a chamada de comissários para pedir um copo d'água e fui prontamente ignorado pela tripulação durante todo o voo. 

Entretenimento a bordo do voo PY9920
 O relógio marcava 12:14 quando iniciamos nossa descida, pousando no aeroporto internacional Johan Adolf Pengel, em Zanderij (lê-se ''zanderiai'') às 12:31, com uma temperatura de ''agradáveis'' 34 graus celsius. Este seria o ponto de conexão na próxima etapa até Miami, com escala em Aruba. 

Approach em PBM. Aparentemente uma ponte desabada ao fundo

Overview do aeroporto de Zanderij
O desembarque ocorreu sem maiores problemas porém de forma muito lenta. O aeroporto dispõe de apenas 1 ônibus para o transporte dos passageiros até o terminal, que foi utilizado para transportar os que faziam conexão, os demais seguiram a pé para o terminal. O veículo aparentava ser antigo operador do aeroporto de Schipol da década de 80/90, e mesmo com a alta temperatura do lado de fora era completamente fechado e não possuía ar-condicionado, tendo assim um cheiro extremamente desagradável no interior. 

No desembarque
Sala de embarque do aeroporto que serve Paramaribo
 Todos os passageiros que não desembarcariam no Suriname [cerca de 40 pessoas] foram conduzidos para uma entrada diferente, uma sala minúscula com apenas uma máquina de raio-x. Nesta mesma sala também estavam amontados pallets com frutas que certamente estavam passando por fiscalização aduaneira antes de seguir para o Caribe, tudo isso acontecendo ao mesmo tempo no local. Seria feita uma nova revista de segurança para que pudéssemos seguir viagem, ficando assim todos amontoados em uma ''fila'' que terminava ao lado de fora do terminal, no pátio. Apesar do pouco espaço e muito calor, as revistas foram rápidas e uma funcionária aguardava sentada em uma mesinha improvisada e uma prancheta para conferência manual dos passageiros que continuariam em conexão. 

O aeroporto de Paramaribo representou pra mim um choque. Infraestrutura precária, falta de equipamentos e improvisação aparentemente ditam as regras por lá, imagino como deve ser o embarque do voo da KLM que serve diariamente a cidade e é operado pelo Boeing 747-400. No entanto, a sala de embarque apesar de simples era climatizada , dispunha de Wi-fi grátis e a Surinam também ofereceu aos passageiros os mesmos sanduíches servidos na etapa Belém-Caiena. Preocupado com o meu próximo voo a partir de Miami, que já tinha como perdido, me direcionei a funcionária da Surinam que estava nos preparativos para o embarque até Aruba, expliquei a situação e perguntei o que seria feito por parte da companhia nesse caso. Fui secamente informado de que ela não podia fazer nada e que, se eu quisesse chegar no meu destino final teria que comprar outra passagem, que abrisse uma reclamação via e-mail junto a Surinam, e caso eles julgassem apropriado considerariam algum tipo de reembolso ou compensação, atenção 0. A essa altura as passagens domésticas nos Estados Unidos para o dia já apresentavam preços astronômicos, assim como o meu estresse e desgosto em ainda ter que seguir viagem em uma companhia que trata os clientes dessa forma.

Na espera do retorno do onibus para embarque
Às 13:43 foi anunciado o embarque do voo 463 com destino à Aruba por meio do mesmo ônibus, seguindo a ordem de prioridades. Fui o último passageiro a embarcar, pois estava na esperança de resolver alguma coisa por telefone utilizando o wi-fi do aeroporto, mas sem sucesso.

Voo: PY 463 (Paramaribo-Aruba-Miami)
Hora prevista de decolagem PBM: 09:40 (GMT -3)
Hora prevista de pouso em AUA: 11:00 (GMT -4)
Hora prevista de decolagem AUA: 13:00 (GMT -4)
Hora prevista de pouso em MIA: 16:00 (GMT -4)
 Aeronave: PZ-TCO
Assento 19F

Extremamente apreensivo por não saber o que fazer ao chegar em Miami, tomei meu assento para mais uma jornada, que nesta etapa já estava física e mentalmente exaustiva. Portas fechadas, aeronave lotada em todas as classes e sem pedido de desculpas da nova tripulação pelo atraso, 14:26 a aeronave iniciava seu taxiamento. Em PBM as aeronaves não fazem pushback, os motores são acionados logo na posição e é feito um giro até a taxiway, e em poucos minutos finalmente decolaria do Suriname. O voo seria de aproximadamente duas horas e quarenta minutos.


Sem pushback
Assentos rasgados neste 737
Ao niverlamos na altitude de cruzeiro, iniciou-se o serviço de bordo, composto do mesmo pão da etapa anterior, porém recheado com um patê do qual não consegui identificar o gosto. Como bebida optei por um copo de água e um copo de Fernandes, que nada mais é do que outra versão do Guaraná Jesus, açucar puro. Não consegui cochilar e após aproximadamente 3 horas iniciamos a descida para Aruba, pousando exatamente às 17:00, horário local.


Serviço de bordo
A passagem por Aruba durou duas horas e não deu margem para conhecer o aeroporto, devido ao atraso. O aeroporto em si se assemelha muito aos aeroportos americanos, poucas janelas, ótima climatização e carpete em todo o piso. Todos os passageiros desembacaram nesta etapa, inclusive a tripulação. A aeronave, quando em solo em Aruba, é totalmente esvaziada e revistada para que possa seguir para os EUA. 

Lindo approach em AUA
 Todos os passageiros que seguiam viagem tiveram que recolher suas bagagens, onde passamos por uma inspeção de segurança. Logo após a inspeção seguimos para o setor de verificação de visto, que é totalmente eletrônico e dispunha de boa quantidade de máquinas, porém a quantidade de pessoas também era grande. Após verificação de visto, mais uma fila para carimbo dos passaportes pelas autoridades americanas, e ainda, mais uma revista de segurança e finalmente redespacho das bagagens. Interessante a cooperação entre EUA e Aruba para adiantar procedimentos de imigração, foi possível também notar uma segurança extremamente reforçada com os passageiros que estavam no voo da Surinam. Tudo isso demorou pouco mais de uma hora, e certamente por ser área restrita não foi possível tirar fotos ou algo do tipo.

Dividindo pátio com os americanos
Reembarque imediato, e às 18:56, quase três horas atrasado em relação ao horário que deveria chegar em Miami, iniciamos nosso pushback para a etapa final, e após algumas esperas devido ao tráfego deixamos o solo caribenho às 19:07 de uma ainda ótima tarde de verão. O voo até Miami duraria duas horas e quarenta e cinco minutos.

No push. Atraso não foi compensado em solo
Deixando Aruba para trás
Alcançando o nível de cruzeiro foi iniciado o serviço de bordo, que dessa vez surpreendeu positivamente. Foi servido pela tripulação um jantar composto de um prato quente de macarrão com frango teryaki, biscoitos recheados de marca colombiana, manteiga holandesa e o famoso pão já servido antes, dessa vez sem recheio. Um verdadeiro, na situação que eu estava, banquete internacional! O serviço de bebidas foi o mesmo das etapas anteriores.

O dia já chegava ao seu fim




O dia já havia ido, e estávamos prestes a iniciar nossa descida quando a capitã do voo anunciou que uma tempestade afetava o aeroporto de Miami no momento, e por isso teríamos que orbitar e ficaríamos em espera junto ao restante do tráfego aéreo. Da janela era possível ver outras aeronaves orbitando conosco, e uma leve turbulência era sentida. Assim ficamos por aproximadamente 40 minutos, e a capitã anunciou novamente que nossa descida e pouso em Miami já estavam autorizados. A essa altura o relógio marcava o mesmo horário de decolagem de meu próximo voo, e já tinha como definitivamente certo que o teria perdido, mas também tinha esperanças de que ele atrasasse pelo menos uma hora e eu pudesse fazer o check-in, já que o desembarque seria rápido pela não necessidade de imigração.

Finalmente às 21:23, quase 6 horas depois do horário previsto e debaixo de chuva fizemos um duro pouso pela pista 27 do aeroporto internacional de Miami, depois de um approach interessante que passou em cima do centro da cidade. Muitas aeronaves em solo e o pátio completamente alagado, o que me lembrou a situação de algumas ruas do Brasil após uma longa chuva de verão. Mesmo com as taxiways alagadas nossa aeronave passou sem maiores problemas, e esperamos por mais 20 minutos até que tivéssemos uma posição livre no terminal. Existiam muitas posições que estavam alagadas também, o que inviabilizaria os serviços de solo. Aparentemente nenhum país é livre da força da natureza.


Passando sobre Downtown Miami e debaixo de chuva
Pátio e taxiways alagados, mas aeroporto ainda operante
Tipo de detalhe que faz o cliente questionar a manutenção da empresa
A primeira coisa que fiz ao desembarcar foi entrar em contato com um staff do aeroporto, expliquei minha situação e soube que neste horário os balcões da Delta já haviam fechado, estando trabalhando provavelmente apenas o pessoal de despacho. Logo fui apresentado ao funcionário da Surinam no aeroporto. Eu e um passageiro francês que seguia para Seattle havia perdido o voo. Depois de muita discussão e o famoso ''não podemos fazer nada, já lhe trouxemos à Miami'', o funcionário nos deu, separadamente uma estadia no Miami Aiport Hotel, que fica no próprio saguão do aeroporto. Entretanto, só nos foi dada a hospedagem devido ao atraso causado pela tempestade, pois como clientes tinhamos esse direito, caso contrário sem dúvidas nos deixariam de mãos atadas até a abertura do escritório da Surinam, às 10 da manhã do dia seguinte.

Enfim, ao chegar no hotel e ter acesso à internet vi que havia recebido um e-mail da própria Delta afirmando que devido à um atraso de uma hora e meia e possíveis complicações no transito em Miami eu teria direito a remarcar meu voo para qualquer horário e dia sem custos, sendo necessário apenas fazer uma ligação, uma diferença gritante no atendimento e notável profissionalismo por parte da companhia americana. Prontamente remarquei meu voo para a manhã seguinte e continuei minha jornada.

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Definitivamente não recomendo os serviços da Surinam. O barato acabou saindo muito caro em termos de estresse e cansaço. No retorno para Belém, em conexão em Paramaribo fomos chamados no aeroporto pois uma de nossas malas tinha sido completamente rasgada e aberta, porém nada roubado. Os funcionarios do aeroporto base da empresa tiveram coragem de dizer que isso não era responsabilidade deles, como se nós tivéssemos posto as bagagens no porão da aeronave, repassando assim o problema para a base de Belém, uma completa falta de respeito. Foram duas viagens [ida e volta] que deixaram claro o nível de amadorismo da empresa no tratamento com os clientes.

UKL em escala técnica em Belém

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Durante a madrugada do dia 05, o cargueiro da empresa ucraniana Ukraine Airline Alliance realizou um pouso técnico para reabastecimento durante o seu retorno para a Europa após alguns voos pelas Américas na última semana. O Antonov cargueiro, modelo An-12BK, de matrícula UR-CGV (cn 6344610) pousou por volta de 0226 (hora local de Belém) procedente da Bolívia, Aeroporto Internacional de Viru Viru (SLVR), sob o indicativo UKL4061 e partiu por volta de 0530LT com destino a Ilha do Sal em Cabo Verde, pousando no Aeroporto Internacional Amilcar Cabral (GVAC).


Movimentos da semana em Macapá

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Nesta última semana do mês de novembro, registramos no Aeroporto Internacional de Macapá alguns movimentos não corriqueiros, como o CASA C295 da Força Aérea Brasileira e um Learjet 40, de matrícula PR-DIB, além dos tradicionais movimentos da aviação comercial e geral. Confira:







Falcon 7X em Macapá

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Pousou no Aeroporto Internacional de Macapá (SBMQ) no final da tarde de ontem, por volta das 18h40 um Dassault Falcon 7X, de matrícula PR-YVL, procedente de Miami, nos Estados Unidos.
Um dos maiores da linha Dassault Falcon, o 7X  é um trijato com alcance de 5.950 nm (11.019 km), podendo voar numa velocidade de até 956 km/h (516 kn), e a 51 mil pés de teto operacional. 
Com capacidade variando entre 12 e 16 passageiros, dependendo de sua configuração, o Falcon 7X é um dos preferidos dos milionários, destacando-se pelo conforto de sua cabine, com largas poltronas que viram cama de casal, mini-bar, mesa para refeições e reuniões e monitores de entretenimento individual.
O YVL tem previsão de partida da capital amapaense na segunda feira (27) pela manhã. Confira os registros!