[FLIGHT REPORT]: Ponte aérea MCP-BEL nas asas da SETE

 
PR-STI
Olá amigos! Como vocês puderam ver nos últimos posts, no dia 22 de novembro, tivemos a visita do Boeing 747-400 da Atlas Air à Belém. Como se tratou de um tráfego especialíssimo, que não víamos na região há alguns anos e nem temos notícia de quando poderemos receber de novo, eu (Rafael Freitas), que moro em Macapá, resolvi ir até Belém para registrar o "Jumbo", conforme fotos já publicadas durante esta semana. 


Tendo a confirmação da chegada do 747 na quarta feira, logo tratei de pesquisar onde haviam passagens em conta. Com a ajuda do amigo do staff, Raphael Magalhães, encontramos o preço mais barato na SETE, no voo 6415, que partiria de Macapá às 09h42 da manhã de sexta feira, com chegada em Belém por volta das 10h30. Voando SETE o preço da passagem só de ida estava em R$ 199,00 (R$ 215,00 com taxas), enquanto que em Gol, Tam e Azul os preços apareciam a partir de 250 reais com taxas. 
Logo, comprei a passagem apenas de ida no cartão de crédito sem maiores problemas no site da própria SETE, onde é necessário preencher um chato e necessário cadastro no ato da primeira compra, e como no me primeiro voo pela companhia, no ano passado, houve um problema na reserva, que foi resolvido por call center e pagamento na hora do embarque, (conforme podem ver neste flight report), tive que fazer o cadastro. 
O trecho de regresso à Macapá encontrei mais barato na Tam, pagando também no cartão de crédito (é a única opção de pagamento possível com pouca antecedência em compras pelo site). O valor com taxa incluídas ficou na casa dos R$ 123,00. Portanto, passagens compradas, agora era apenas aguardar que o final de quarta feira e a quinta passassem rápido, para na sexta embarcar para Belém para registrar o 747 e ver os amigos spotters e entusiastas paraenses.
Chegado o dia, movido por uma grande ansiedade de voar de avião e de ver o jumbo, acordei cedo e às 08h00 já estava no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá. O aeroporto da capital amapaense, inaugurado em 1958 e assumido pela Infraero em 1979, é bem modesto e alvo de muitas críticas dos macapaenses e visitantes que chegam à cidade por via aérea. Um novo terminal de passageiros começou a ser construído em 2004, porém suas obras estão paradas desde o ano de 2010. Enquanto o novo tps não tem suas obras concluídas, o tps antigo tem recebido algumas melhorias por parte da Infraero nos últimos anos. Foram feitas reformas no terraço panorâmico, forro, piso, fachada do aeroporto e colocação de centrais de ar condicionado, além da construção de dois módulos operacionais permanentes  provisórios, um de embarque e outro de desembarque, como poderão ver abaixo.
Quando se entra no aeroporto a visão do saguão é esta. A falta de estrutura e de um aspecto visual que pouco lembram um aeroporto, a não ser pelas cadeiras, é compensada com um grande atrativo: A duty free Top Internacional, que conta com uma loja no centro da cidade e esta no aeroporto, que recebe a visita de muitos passageiros e tripulações de táxis aéreos, aeronaves privadas, de linha aérea e até mesmo da FAB. Diz a lenda que em Macapá pilotos já pousaram seus aviões apenas para comprar perfumes na loja. 


A Top Internacional é a única loja de produtos físicos no aeroporto de Macapá. No entanto, no tps também existe uma agência de viagens, uma loja da Tam, da Gol, da Sete e da Azul, escritórios dos táxis aéreos locais (Rio Norte e Aerotop), caixas eletrônicos, um Bob's sorvetes, e duas Casas do Pão de Ouro Queijo, uma pode ser vista ao fundo do saguão na foto acima e a outra será vista abaixo, na sala de embarque. Além disso, também há um balcão de informações da Infraero e um posto de polícia, como se vê na imagem à direita. Quando o passageiro entra no aeroporto, no lado esquerdo ao fundo é a "sala de check-in", onde só podem entrar passageiros. Há uma porta de vidro que divide o espaço comum e a área destinada aos viajantes. Talvez seja algo único no Brasil, pelo menos nos aeroportos que eu conheço.
Chegando ao aeroporto primeiro me dirigi à Casa do Pão de Queijo do saguão, onde há uma grande janela de vidro com visão para uma pequena parte do pátio e para a cabeceira da pista 26. Na posição Tango 1, a única visível no pátio, havia um helicóptero branco (post em breve), que logo foi clicado. A outra opção de visualização do pátio e da pista é o terraço panorâmico, que ficou com uma visão diminuta devido à construção dos mops, portanto, só vale a pena ir até lá quando sabemos que tem aeronave pousando ou decolando, para assim tirarmos um par de fotos durante a rápida passagem da aeronave pela brecha entre os mops.

Sem perder tempo no terraço, segui para a sala de check-in, completamente vazia, como se vê ao lado. Para aquela manhã estavam programados o voo da Sete e dois voos da Azul. Na fila de check-in da Sete ainda não havia nenhum passageiro, acho que fui o primeiro a chegar. Identidade em mãos e apresentada ao atendente de check-in, logo, como eu estava apenas com uma mochila nas costas e sem bagagem para o despacho, já tinha em mãos o meu cartão de embarque em mãos. Atendimento  ok, rápido e eficiente. 
Cartão de embarque para o voo 6415
A construção dos mops representou uma grande melhora no conforto dos passageiros que embarcam e desembarcam no aeroporto de Macapá. A sala de embarque, bem maior em relação à antiga, e com quatro portões, recebeu cadeiras novas, algumas equipadas com tomadas. No entanto, quando cheguei todas as cadeiras estavam vazias e, como imaginei, também fui o primeiro passageiro do voo da ir para a sala de embarque. Havia apenas alguns funcionários fazendo a limpeza do local. Até mesmo a Casa do Pão de Queijo ainda estava fechada. Àquela altura faltava pouco menos de uma hora para o embarque no 6415.

 


Para passar o tempo resolvi acompanhar o movimento no pátio principal do aeroporto através dos limpos vidros do mop. Aquela manhã estava bem agitada, com movimento dos táxis aéreos da região, um Caravan e um Brasília da FAB, além de um Embraer 145 da Polícia Federal (PR-PFN) em solo, que mostraremos com mais detalhes em breve. O tempo passava e ansiedade pelo voo aumentava. Por celular o staff do blog e os amigos colaboradores do grupo UZ7 Spotting no Facebook já coordenavam o horário e o ponto de encontro no aeroporto de Val-de-Cães em Belém. 
Com o passar do tempo a Casa do Pão de Queijo abriu e os passageiros do voo da Sete e da Azul começavam a entrar na sala de embarque. O voo 6415 da Sete tem origem em Monte Dourado e de lá segue até Goiânia, fazendo escalas em Macapá, Belém, Altamira, Marabá, Araguaína, Palmas e Brasília. Uma verdadeira saga que dura praticamente um dia inteiro. Nada mal pra quem gosta de estar dentro de um avião.
Chegada a hora do pouso do Embraer 120 em Macapá, nem sinal da aeronave. O que era pouco provável aconteceu, o voo estava atrasado. Pelo que acompanho na escuta aérea e pelo relato de amigos, os voo da Sete são quase sempre muito pontuais, é raro que se tenham atrasos significativos.

A tela da Infraero já anunciava o voo atrasado e com previsão de pouso em Macapá para as 09h44 e decolagem para Belém às 10h21. Menos mal. Um atraso de apenas meia hora, que me possibilitaria até mesmo registrar o pouso do ATR da Trip/Azul que chegaria quase no mesmo horário. Às 09h45 o Embraer 120 de matrícula PR-STI tocou o solo de Macapá. Na foto À esquerda a passagem do Brasília pela retaguarda do 145 da PF. Domínio da Embraer em solo.

PR-STI livrando a pista pela taxiway Alpha
O Brasília ficou na posição Tango 2.
 Após o desembarque de cerca de 8 a 10 passageiros incluíndo-se crianças de colo, não tardou muito para que o embarque do voo SLX 6415 iniciasse, exatamente às 10h em ponto. Na sala de embarque contei em torno de 10 passageiros embarcando, inclusive um destes era o atual prefeito de Macapá, o sr. Clécio Luís. Se este não foi o número preciso, não é nem muito mais e nem muito menos que isso. Durante o embarque, no caminho do mop até a aeronave registrei as aeronaves da PF e da Trip/Azul:

PR-PFN, Erj-145 da Polícia Federal
ATR 72-500, híbrido com pintura Trip e logomarca da Azul.

Eis a ave, o PR-STI, fabricado em 1992 como PT-SUW, teve como primeira operadora a Skywest Airlines, como N212SW e voltou ao Brasil em 2007 para operar para a Air Minas, como PR-TUH. Em 2010 foi para a SETE e foi matriculado como PR-STI.
Durante o embarque. Detalhe para a simpática funcionária da SETE à direita, que lembra de mim desde o voo inaugural da companhia em MCP e até hoje nos falamos quando vou ao aeroporto.
Na foto à direita podemos ver o novo TPS, com as obras paradas e o pátio novo, já pronto, sinalizado, demarcado e com iluminação. Naquela manhã, dois Bandeirantes e um Brasília da Força Aérea Brasileira.

Na fila do embarque acabei ficando por último e quando entrei no avião procurei por algum lugar nas janelas porém, para minha decepção, todos estavam ocupados, só havendo vagas nas poltronas do corredor. Aliás, o único lugar que deveria ter janelas e estava vazio era na última fileira, do lado direito, poltrona C, no entanto, na poltrona não havia janela, era tudo fechado. Conformado com o corredor, fui a procura de um lugar, e como consolo a poltrona da saída de emergência estava vazia. 
Passageiros acomodados, portas fechadas, motores acionados. Seguimos para o táxi, sem necessidade de push back, apenas com um 180º (em torno de de 140º na verdade). Enquanto taxiávamos, a comissária Lia gentilmente se dirigiu a mim e aos outros dois passageiros situados na fileira 9, dando instruções sobre o manuseio das portas de saída de emergência

Saída de emergência, 9C
Taxiamos até a cabeceira da pista 08 e sem utilizar muita pista, decolamos às 10h21, com pouco menos de 40 minutos de atraso. Infelizmente fico devendo o vídeo e fotos de MCP durante a partida, pois não quis incomodar o vizinho da poltrona ao lado. Aliás, o meu vizinho de poltrona bateu um papo rápido comigo perguntando sobre minha câmera, dizendo que também gosta de fotografia. Ele estava acompanhado de mais duas pessoas, também sentados nas janelas próximas, e conversaram bastante o voo inteiro. Pelo que entendi, eles iriam seguir no avião até Goiânia, voando em todas as etapas do voo, o sonho de qualquer amante da aviação, hahaha.
Após alguns minutos a cms Lia se dirige novamente até nós que estávamos na saída de emergência para nos dar a mesinha para encaixar na poltrona, pois o serviço de bordo já iria iniciar. Pelo jeito a comissária e o passageiro ao lado já se conheciam de outros voos, pois pela conversa, ela já o tinha ajudado no encaixe da mesinha antes.

À direita, a cms Lia preparando o serviço de bordo. Pouco antes de servir o lanche, o Cmte Lima fez um speach de boas vindas, informando as boas condições climáticas e temperatura em Belém, anunciando que voávamos à 19 mil pés e que ao lado do Cmte Miranda e da Cms Lia, iriam fazer tudo para proporcionar um voo agradável aos passageiros.

 
Tradicional embalagem do lanche servido em voos da SETE.

Para beber, tínhamos opções saudáveis: Suco de manga ou pêssego, além de água mineral. Nada de refrigerante. Optei pelo suco de manga, meu preferido. Na bandeja personalizada da SETE havia amendoins torrados, uma barra de cereal, bolacha salgada além de um bombom de caramelo. Muito boa essa personalização da SETE, misturando doce com salgado. Vale lembrar que as companhias maiores como a Gol e a Tam, dão apenas um desses ítens, ou as vezes nenhum, somente a bebida, e quando dão.
Serviço de bordo finalizado, lixo e bandejas recolhidas e o voo seguiria sem maiores acontecimentos até a chegada em Belém, que se deu após cerca de vinte minutos. Seguem mais algumas fotos do voo antes do pouso na capital paraense.


Excelente espaço para as pernas na saída de emergência do Embraer 120.

 Não tardou muito e iniciamos à descida para Belém. Como o rádio estava dentro da mochila, no bin acima, acabei não o ligando para ouvir o procedimento de pouso do voo. Quando me dei conta já estávamos ingressando a final da pista 06 do Aeroporto Internacional Val-de-Cans, em Belém. 



Selva de pedra, a Manhattan do Norte.
Tocamos o solo pontualmente às 11h00. No pouso ultrapassamos a interseção da pista 02/20, fizemos o back track e seguimos via pista 02 e taxiway Bravo até o pátio principal, na posição 1.
Desembarque.
 Desembarcamos, e como logicamente o finger não alcança a porta do Embraer 120, um microônibus da Infraero já nos aguardava para o deslocamento até o saguão de desembarque.
Excelente voo à bordo do Embraer 120 da SETE.
Assim se encerrava meu terceiro voo na SETE Linhas Aéreas. Segue uma rápida avaliação qualitativa à respeito dos serviços e do voo:
Compra da passagem: 10. O site da SETE é tem uma interface limpa e prática, onde não encontrei dificuldades para selecionar o voo desejado e efetuar o pagamento. Tudo ok.
Preço: 9. Dada a pouca antecedência da compra, o preço foi muito bom. De qualquer forma, se fosse ainda mais barato ou se houvesse uma promoção seria nota 10. Mas nada a reclamar, preço justo.
Pontualidade: 6. Nesse quesito dessa vez a SETE foi mal. Mas sabemos que atrasos ocorrem, e muitas vezes por motivos alheios à vontade da companhia. Nos outros voos que fiz pela companhia e pelo que vejo no dia a dia, a SETE tem poucos atrasos. No mais, 40 minutos pra mim não fizeram diferença e foram toleráveis, o que pode não ter sido para outros passageiros, por isso a nota 6 especificamente para este voo, mas num contexto geral a pontualidade da SETE é nota 9.
Aeronave: 7. O PR-STI, com seus 21 anos de uso encontra-se bem conservado, apesar de algumas marcas do tempo. Mas o que importa é a segurança, então tudo ok.
Serviços de bordo: 10. Levando-se em consideração o serviço de outras companhias, o da SETE é ótimo e justo, além de farto. Ponto pra SETE.
Tripulação: 10. Cordiais, educados e atenciosos. Tudo ok.
Serviço em solo: 10. Nada a reclamar, tudo ok.
Média: 8,6. Finalizando, eu recomendaria e recomendo a SETE. Excelente opção entre Macapá e Belém, além de boas opções de destinos entre o Pará, Tocantins, Goiás e Distrito Federal. Espero voltar a voar pela companhia em breve.

Encerrando, segue uma foto de parte da equipe do UZ7 Spotting e amigos do grupo do Facebook reunidos no terraço panorâmico do Aeroporto de Belém:

Adriano, Renan, João Renato, Gilmar, Raphael Magalhães, Caio Finotello, Rafael Freitas




1 comentários :

  1. Nossa Rafael, muito bom seu flight report. Já havia feito antes ? Gostei muito, pena que foi em um avião pequeno, numa rota pequena. Tenho certeza de que o dia que você fizer um flight report de um voo internacional, em um 777 ou 747 talvez ?! vai ser sensacional. No aguardo. Há, não sei se passou despercebido para mim hoje, mas você veio em Belém na semana da pesada ? Valeu.

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