Flight Report: De Fort Lauderdale para Belém voando Azul

     Na última segunda-feira (14), embarcamos no voo da Azul Linhas Aéreas que liga os Estados Unidos ao Pará, sem escalas, na rota entre Fort Lauderdale e Belém! A companhia iniciou as operações entre das cidades em dezembro de 2017, com quatro frequências semanais: Segundas, quartas, sextas e domingos, sempre retornando na madrugada do dia seguinte. Os voos são operados pelo Airbus A320neo, o que me preocupou desde o começo, por ser uma rota longa para um avião narrow-body, mas que mesmo assim valeria a experiência como forma de avaliação dos serviços prestados ao público paraense.
Check-In da Azul em Fort Lauderdale
     Como a minha viagem foi de última hora, não consegui vaga no voo direto na ida, impossibilitando a avaliação dos serviços nos dois sentidos da rota. Apesar disso, fico feliz com sucesso que o voo tem feito, as ocupações estão bem altas mesmo na baixa temporada. Na ida, fiz a rota Belém-Recife-Fort Lauderdale a bordo do Airbus A330-200, também operado pela Azul. Diante disso, vamos prosseguir aos relatos do retorno ao Brasil, em rota direta para Belém.
     Cheguei no aeroporto de Fort Lauderdale com bastante antecedência, às 19h, para efetuar a devolução do carro alugado e seguir para o terminal com bastante calma. Como estava em um hotel na praia de Fort Lauderdale, não demorei mais do que 20 minutos para chegar ao aeroporto. Apesar da forte chuva, o trânsito fluía normalmente e sem maiores atrasos.
Entrada do Aeroporto
      Ao chegar no terminal 3, segui para o guichê da Azul, que estava bastante tranquilo e sem filas. No total, a Azul conta com 10 guichês de atendimento, com atendentes brasileiros (ou pelo menos fluentes em português, não percebi sotaque algum), o que agiliza bastante o processo. Exatos 10 minutos depois de entrar na fila, já tinha despachado minha mala e estava com o bilhete de embarque em mãos.

     Decidi embarcar logo e procurar alguma coisa pra comer, esperar até o serviço de bordo não era uma boa opção pra quem já estava com fome e ainda com mais 3h de espera até o horário de decolagem. Para quem não sabe, nos Estados Unidos é comum os restaurantes ficarem todos do lado "de dentro" do aeroporto, apenas para os passageiros, restando poucas opções para quem não embarca ou ainda não passou pelo raio-X. Apenas uma fila liberada pelos agentes da TSA, o que gerou uma certa demora na hora de passar no Scanner Corporal.

     Depois do jantar, segui para o Duty Free do Terminal 3, que apesar de módico, estava com bons preços para bebidas alcóolicas.
Pequeno Duty Free do Terminal 3
Consulta dos voos
Ao chegar no portão, fiquei aguardando o horário do embarque e assistindo à movimentação das aeronaves no pátio, até que finalmente a aeronave que me levaria para casa foi rebocada para o portão E8. O A320 em questão, PR-YRE, é bem novo e um dos poucos que conta com a TV ao vivo funcionando.

     Às 21h20, foi dado início ao embarque do voo, seguindo as prioridades por lei e posteriormente os demais passageiros. No total, 148 passageiros embarcaram para Belém, com uma excelente taxa de ocupação de 92%.

Acesso à aeronave
     Minha poltrona foi a 29A, na última fileira da aeronave já próximo à cozinha. Ao chegar no meu assento, tentei verificar se a TV individual funcionaria fora da área de cobertura da SKY, sem sucesso (No final desta resenha farei uma observação sobre isso).
Fileira 29
"Entretenimento" individual

     Terminado o embarque, iniciou-se pontualmente às 22h15 o pushback e acionamento dos motores. Foram feitos os procedimentos de segurança e distribuídos os cartões-postais que são o Menu do voo, uma ideia simples e muito diferente do habitual!
Frente
Verso
     Alguns minutos depois, decolamos da pista 10L, desviando do mau tempo que estava nas proximidades.

Acompanhando o voo pelo aplicativo da Azul
    Devido à meteorologia, somente 1h30 depois da decolagem foi possível iniciar o serviço de bordo, que demorou um pouco mais para chegar no meu assento, considerando que estava na última fileira. Apesar de estar escrito no Menu que seria servido jantar, as duas opções eram Sanduíche de queijo ou de peito de peru. Confesso que não achei o cardápio do jantar adequado ao voo, poderia muito bem ser servido um jantar "de verdade", conforme vinha sendo feito no início das operações em Dezembro. O sanduíche era até bem servido, mas seria muito mais adequado para o café da manhã, até em menor tamanho se fosse o caso. Não sei das limitações da cozinha do A320neo, mas fiquei  insatisfeito com o serviço de bordo no jantar. Apesar de avião não ser restaurante, acredito que uma mudança no menu seria necessária. Acompanhando o sanduíche: salada, pão e um brownie de sobremesa. Para beber, sucos, refringentes, vinhos e café.

     Após o jantar, os comissários recolheram os lixos e desligaram as luzes para que todos pudessem dormir. Nesse quesito, me surpreendi positivamente com o A320neo da Azul. Como relatei no início, meu voo da ida foi por Recife, voando o A330-200, também em classe econômica. Não senti muita diferença de conforto da classe econômica das duas aeronaves, e se talvez o A330 ganhasse, não compensaria pelo tempo que o voo direto para Belém economiza. A maior diferença é em relação à concorrência, em que o A320neo da Azul é mais confortável que o A320 da Latam, principalmente por ser bem mais silencioso.
     Antes de dormir, aproveitei pra experimentar o Azul Play, já que as TV's individuais só funcionam em território brasileiro e com programação ao vivo. O aplicativo tem que ser baixado antes do voo, e disponibiliza uma série de filmes e séries para os usuários. É possível acessar pelo celular, tablet e computador. Funciona bem, tem uma boa variedade de filmes e séries, aprovado!



     Acabei acordando próximo de Caiena, com apenas mais 1 hora de voo restante.

Já estava sendo servido o "café da manhã", composto por bolinho de laranja (Snacks Azul) com sucos, café e refrigerantes. Como não sou muito fã dos Snacks da Azul, acabei optando apenas pelo suco, e comecei a assistir Tv Globo para ver se a TV ao vivo funcionava bem no A320. Apesar do pouco tempo que fiquei assistindo, não percebi falhas ou cortes significativos, o sistema funciona bem dentro da área de cobertura.
     Logo em seguida, lixo recolhido e a cabine foi preparada para o pouso, que ocorreu 20 minutos antes do horário previsto. Seguimos para o portão 06, onde todos os passageiros desembarcaram. Nesse momento, fiquei mais uma vez surpreso positivamente com a preparação dos atendentes da Azul para recepcionar os passageiros em conexão para outros destinos. Aqueles que tinham conexões apertadas, seguiram em fila preferencial para passar na Polícia Federal, e uma das esteiras de bagagem foi destinada para as bagagens dos passageiros em conexões curtas, agilizando o processo e fazendo com que os voos domésticos não atrasassem. A única ressalva nesse momento, foi que os anúncios nos alto falantes foram feitos exclusivamente em português, percebi alguns estrangeiros perdidos sem saber em qual das duas esteiras pegariam as suas malas.
Esteira para os passageiros de BEL e conexões mais "folgadas"
     Para os que estavam interessados em compras, o Duty Free de Belém deixou a desejar, poucas opções e preços nada atrativos afastavam os clientes. Majoritariamente, cigarros, perfumes e alguns chocolates estavam disponíveis para compra. 

     Minha mala demorou cerca de 15 minutos para ser liberada, passei na Receita Federal (que estava bem tranquila rs) e pouco tempo depois já estava no lado de fora do aeroporto. Apesar de ter sido um dos últimos passageiros a desembarcar, o processo todo não demorou muito tempo, e cerca de 1h depois do pouso já estava na minha casa.
     Em resumo, gostei bastante da experiência de voar com a Azul para os Estados Unidos. Acredito que os pontos que devem ser melhorados são os do serviço de bordo e o entretenimento nas TV's individuais, que poderiam oferecer tanto a opção de TV ao vivo quanto a de Video On Demand (Sistema semelhante ao A330). A Azul me ganhou na pontualidade, oferta de voos, e principalmente no custo-benefício entre o preço e comodidade do voo direto. Certamente, apesar das falhas, voaria novamente e recomendo à quem precisar ir aos Estados Unidos. Espero que tenham gostado do relato!

0 comentários :

Postar um comentário